Professora ou tia?

Certa vez uma professora em dúvida sobre como agir com determinado aluno, me disse que iria adotar os mesmos procedimentos da mãe deste aluno, para ver se conseguiria os mesmos resultados. Refletindo sobre o assunto, podemos dizer que obviamente os procedimentos da mãe podem até servir como referência, mas não são procedimentos isolados ou mesmo fórmulas a serem copiadas ipsis literis.

Os procedimentos de uma mãe não necessariamente obterão sucesso quando empregados pelo professor, por um simples motivo: todas as nossas atitudes não são ações isoladas, mas sempre estão contextualizadas numa intrincada e complexa rede de relações humanas.

Uma mãe tem todo um envolvimento e comprometimento com seu filho que são diferentes do envolvimento e comprometimento com seu professor. Desta maneira quando uma mãe afaga ou chama a atenção de seu filho, esta criança olha para a mãe e não vê somente aquele momento, mas vê aquele ato contextualizado por toda uma vida. As relações interpessoais entre mãe e filho sempre serão diferentes daquela entre professor e aluno, por mais mãe ou pai que uma professora ou professor pareça ou pretenda ser.

Para solicitar nosso eBook “Como Prescrever Atividades Psicomotoras” clique aqui!

Extrapolando esta reflexão para a relação entre tio(a)s e sobrinho(a)s, facilmente poderemos observar que estas são carregadas de peculiaridades pertinentes somente a esta relação: tio(a) x sobrinho(a).

Então não devemos confundir a cabeça dos nossos alunos com nomenclaturas iguais para relações diferentes, pois na realidade o envolvimento e comprometimento do professor com seu aluno são diferentes daquela do tio com seu sobrinho. É preferível que os alunos chamem o professor somente pelo nome do que confundir conceitos, chamando o professor(a) de tio(a)!

Como este tratamento, chamar o professor de tio, adquiriu um espaço em nossa cultura, é preciso ter tato quando isto acontecer, e não deve o professor tornar as idéias aqui expostas, como uma regra intransponível ou uma obsessão, mas sim, num processo de conscientização e orientação.

Na nossa prática, quando um aluno nos chama de tio ou tia, com delicadeza e no momento apropriado, falamos que preferimos que ele nos chame ou por professor ou pelo nome, e ainda, peguntamos: “Qual você prefere?”

Ah… por gentileza, deixe os seus comentários… o que você pensa a respeito? A sua contribuição é muito bem vinda!!!

lino

 Prof. Lino Azevedo Júnior

..

Saiba quais são os 7 passos para prescrever as suas atividades psicomotoras!

Receba eBook GRÁTIS em seu e-mail

2 Comentários

  1. Sônia Rodrigues de Oliveira de Souza

    Estou muito interessada!!!

  2. Anilda Dantas da Silva

    Muito interessante saber mais sobre a psicomotricida em especial na Educação Infantil tendo em vista que é área que atuo neste momento. Me escrevi no canal e estou muito grata pelas informações recebidas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *