A importância do professor na identificação da vocação profissional na educação infantil

Quando paramos para refletir num Sistema Educacional que gostaríamos de ter, é quase que instantâneo compará-lo com o que temos hoje, e consequentemente, pensar no quanto que teríamos que mudá-lo, lapidá-lo, reformá-lo, para chegar neste modelo ideal que temos em mente.

Logo então vem o desanimo e o cansaço mental a afugentar nossa atenção para questões mais banais procurando um lazer reparador nas fantasias improdutivas que não exigem um gasto de energia direcionadora tão grande!

Esse quadro é desanimador, pois envolve não só questões relativas à Educação em si, mas a questões políticas, econômicas, culturais e de maturação espiritual.

Hoje quando se fala em Ensino Profissional, o Sistema de Ensino se organiza a atender uma demanda que necessita de pessoas treinadas e capacitadas para desenvolver tarefas específicas, algumas delas da mais alta complexidade, o que exige grande esforço de pesquisa, ensino e treinamento prático. Esta demanda é fortalecida por uma cultura que tem em suas raízes o desenvolvimento econômico como sua principal diretriz.

Não há problema algum em ter como diretriz o desenvolvimento econômico em um sistema de ensino, o problema é quando ele se impõe, se sobrepõe e é indiferente a outras diretrizes pertinentes à Educação. Desta maneira privilegia-se o conhecimento técnico sem se preocupar com a individualidade, ou seja, o foco está na técnica, no conteúdo, no conhecimento, no adestramento e não no Desenvolvimento Integral do Indivíduo ou Educação.

Uma coisa é treinamento mecânico, como se preparássemos verdadeiros robôs aptos a trabalharem com eficácia, sem a preocupação com o desenvolvimento integral desses trabalhadores. Quando o foco principal do Ensino Profissional estiver somente na habilitação técnica para as pessoas desempenharem suas funções como trabalhadores, então estamos agindo e pensando dentro de uma bolha cultural que hipnotizou a humanidade com a lógica de que as pessoas foram feitas para o trabalho.

Não estranharia se aparecessem técnicas “altamente sofisticadas” em que escolas de ensino profissionalizantes fossem substituídas por “clínicas de ensino” em que downloads de programas, feito o filme “Matrix”, em poucos minutos transformassem pessoas em hábeis trabalhadores conforme a demanda de mercado.

Por outro lado, quando a preocupação maior for o desenvolvimento integral das pessoas, o trabalho passa a ser uma atividade muito importante para se promover este desenvolvimento, ou seja, é através daquele trabalho ou do aprimoramento daquela função que a pessoa se desenvolve e se aprimora como indivíduo.

Desta maneira a escolha da profissão não deveria ser pautada pela lógica de mercado, mas sim a partir de uma análise das características do indivíduo, onde sua vocação apontará a que este indivíduo veio a este mundo e quais são os seus objetivos pessoais e coletivos, e a partir daí, descobrir a profissão que esteja em consonância com estas características e que ajudem este indivíduo a cumprir seus anseios mais íntimos o que gerará profissionalismo, competência, aprimoramento pessoal e social, realização e felicidade.

Nesta perspectiva as escolas profissionalizantes passariam a ter outro papel, muito mais importante e altivo, do que simplesmente ser um fazedor de trabalhadores.

Nesta perspectiva o trabalho é um meio para a Educação e não sua finalidade.

Nesta perspectiva o trabalho foi feito para o Homem e não o Homem para o trabalho!

lino

 Prof. Lino Azevedo Júnior

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