Percepção: Como percebemos o mundo?

Será que todas as pessoas percebem o mundo do mesmo jeito? Uma pergunta até certo ponto assustadora, pois se as pessoas percebem o mundo, cada uma a seu jeito, como podemos conviver num mesmo planeta? Quer dizer então que, o que vejo é diferente do que as pessoas veem?

Essa pergunta é muito instigante e nos remete a muitas reflexões.  A percepção do mundo externo, onde estão as outras pessoas, os objetos criados pelos homens, a natureza e os animais, impressionam os nossos cinco sentidos e nos dizem que essas coisas existem porque elas têm cheiro, cores, texturas, peso, formas, gostos e sons.

Mas será que todas as pessoas possuem a mesmíssima, a idêntica em seus mínimos detalhes – percepção sensorial. Será que não existe nuances de qualidade nas percepções visuais, auditivas, táteis, gustativas e olfativas entre as pessoas? Cada uma destas percepções possui um espectro de abrangência, ou seja, uma sensibilidade que vai de um mínimo a um máximo, fazendo com que uma pessoa possa ouvir mais sons do que outra. Já outra pessoa possa ver mais longe e com maior nitidez que outra, e assim por diante. Sem contar que, a qualidade dessas percepções sensoriais varia com o tempo, ou seja, a qualidade com que vejo hoje pode ser que não seja igual ao que via há 30 anos.

Então podemos concluir que mesmo que as pessoas percebam um mesmo objeto, um carro, por exemplo, todos percebem um carro, mas não exatamente o mesmo carro, e isso, somente nos referindo somente à percepção sensorial.

Mas a percepção não se restringe somente a percepção sensorial, pois associado a esta, internamente, temos a “função pensamento” que dá um nome ao objeto percebido. Além do nome, o pensamento faz operações psíquicas como comparações, classificações, deduções, induções, silogismos, cria hipóteses e soluções, dentre outras… Os nomes ajudarão a diferenciar uma coisa de outra, um vermelho escuro de um vermelho claro, um magenta de um carmesim. Enquanto umas pessoas verão várias tonalidades de vermelho, outras verão somente vermelho, e outras ainda, conseguirão diferenciar somente o colorido do preto e branco.

Ainda associado às sensações e ao pensamento, temos o sentimento. A função sentimento atribuirá ao percebido um valor – gosto / não gosto, atração / repulsa, amo / odeio, raiva / calma, etc…

Vejam que, quanto mais nos aprofundamos no processo de percepção, mais nítido fica que, percebemos um mesmo mundo externo somente em suas características mais grosseiras, e por outro lado, quanto mais aumentamos a nossa exigência em refinamento e detalhamento, vemos que cada um percebe o mundo a seu jeito, de uma maneira muito particular, muito singular.

Até aqui falamos em sensações, pensamento e sentimento, mas podemos acrescenta a tudo isso a função intuição, que nos dará um conhecimento pronto daquele objeto, pessoa ou situação. A intuição é uma percepção que simplesmente, de um momento para outro, sabemos e pronto, como um insight.

Pensamento, Sensação, Sentimento e Intuição referem-se as quatro funções psíquicas primárias de Carl Gustv Jung.

Mas para que a percepção se realize, contamos ainda com a participação da memória, onde estão guardadas todas as nossas experiências, grande parte de maneira inconsciente e uma pequena parte acessível pela nossa consciência ou ego.

Fazendo a “gestão” das quatro funções psíquicas primárias e da memória, contamos com a função cognitiva, que é a habilidade psíquica de se fazer as conexões entre todas as funções e estímulos envolvidos na percepção.

Não precisa dizer que fica difícil imaginar que uma pessoa possa ter uma percepção igualzinha a outra pessoa, sem falar que a percepção também é muito diferente entre pessoas com tipos psicológicos diferentes, mas isso fica para outra oportunidade. Por enquanto vale a pena uma reflexão sobre em que mundo você vive, em que mundos nós vivemos…

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lino

 Prof. Lino Azevedo Júnior

 

 

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